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Acompanhando dança pelo Youtube…

dezembro 4, 2010 4 comentários

Essa imagem aí do lado (clique nela para ampliar) é uma foto de divulgação de uma das Companhias que eu mais acompanho pelo Youtube. Assisti ao vivo uma única vez, quando vieram ao TCA em… dois mil e alguma coisa (coisa de 4 ou 5 anos atrás). A David Parsons Dance Company não é a melhor companhia de dança moderno-contemporânea do mundo, mas eu gosto muito do que vejo ano após ano. Ainda tou tentando descobrir o que faz alguém chamar um movimento de “moderno” e outro de “contemporâneo”… mais ainda, ainda tou tentando compreender como tem tanta gente inventando rótulos e métodos de compartimentalização e fingindo que esses métodos sempre existiram.

Eles se auto-denominam uma “Companhia de dança não denominacional”. Credo… onde chegamos… Parece até coisa de Religião. Em todo caso, gosto muito do trabalho deles e gosto do fato deles tentarem não assumir rótulos. Se eu gostasse de rotular coisas, eu chamaria de “Companhia de dança modernosa cheio de breguedês contemporâneos”.  (Se um dia vocês quiserem fazer homenagens a companhias usando fotos dela, façam assim, e não usando uma imagem sem dizer nada sobre ela).

Calma… ainda tenho mais pra falar (não sobre a comapnhia).

O tema central deste texto não é a companhia da foto, mas o título do post. A David Parsons Dance Comapny é UMA das muitas companhias e profissionais que acompanho pelo Youtube. E o que diabos é “acompanhar pelo Youtube?” Seguir um determinado canal de exibição que vez ou outra coloca um vídeo de ensaio ou apresentação?

NÃO!!

É conhecer os nomes dos profissionais que você gosta e procurar pelos trabalhos mais antigos e mais recentes deles, fazendo comparações, ainda que sejam comparações imaturas. Em plena era hiper-digital, ainda tem gente que acha impossível acompanhar o Kirov, ou o Bolshoi? (eu não acomapnho, porque eu não sou tão fã de ballet assim, mas difícil, NÃO É…  basta colocar “Kirov” e “Bolshoi” no Youtube e colocar para exibir por data de envio).

Quando você procura vídeos no Youtube, você pode escolher uma série de parâmetros para que sua busca seja eficiente. Se você coloca “Parsons Dance” (assim mesmo, entre aspas) e nas opções de pesquisa você coloca “data de envio” há uma probabilidade enorme de você ver, com um delay de poucos dias (às vezes poucas horas), quais foram as últimas apresentações relevantes do grupo, alguns de seus ensaios, onde eles deram workshops, etc.

Obvio que cada grupo, ou comapnhia, ou profissional tem as suas políticas quanto à divulgação eletrônica do seu trabalho. Eu que acho que qualquer tipo de reserva infundada é simples idiotice. Eu, por exemplo, sempre gostei muito da comapnhia de dança Abakua, de Nova Yorque, que criou o esquisitíssimo estilo “LatinFunk Salsa” (esquisito, mas lindo). Eles não colocam mais na internet o seu trabalho e eu dependo de um conhecido dentro da companhia para me mandar um ou outro vídeo. Uma pena.

O que eu quero com tudo isso? Defender o Tango. Sim… o TANGO. Tenho visto tanta coisa ruim que começo a achar que o mundo do youtube é mais aprazível que o mundo real.

Eis uma linha de pensamento bem simples:

(1) Tem vídeos de tango maravilhosos no youtube. Inclusive vídeos didáticos muito bem feitos. Em proporção, os vídeos bons estão quantidade muito maior do que os ruins (não vou perder tempo tentando explicar o que é tango bom e tango ruim… pelo menos não por agora. Isso é tema para outro post);

(2) Tem gente que ensina Tango ruim. Tem gente que aprende Tango ruim;

(3) Quem ensina tango ruim tem acesso à internet;

(4) Quem aprende também;

(5) Conclusão: OU eles [quem aprende] só podem QUERER aprender tango ruim OU, a outra alternativa,  eles NÃO CONHECEM SEQUER OS GRANDES NOMES DO TANGO PARA FAZEREM UMA BUSCA MINIMAMENTE ACURADA NA INTERNET. Um estudante de tango pode se dar ao luxo de não conhecer os profissionais mundialmente famosos de tango. UM PROFESSOR NÃO! Em qualquer área, não apenas na dança, o professor não é obrigado a saber tudo. No entanto, ele também não pode não saber nada ou saber algumas coisas, mas não saber “desses detalhes”. Detalhe é os cambau. É essencial conhecer mais profundamente aquilo que se ensina.

(6) Oura hipótese é de que um determinado professor que conhece o “Tango bom”, e sabe que é bom, mas ensina o “Tango ruim”, sabendo que é ruim. E o faz PORQUE DIABOS? Nesse exato momento, eu me sinto meio burro, porque não consigo entender um absurdo desses.

Sendo assim, amigos, eis uma lista boa de termos para servirem de chave de busca no Youtube para vocês verem um pouco de tango de verdade e se tornarem melhores professores e, principalmente melhores estudantes:

(1) “aurora lubiz” (Uma das professoras da Academia argentina de Tango)

(2) “juan carlos copes” (Considerado por muitos o pai do tango moderno, famoso pelo papel de “Calors Nebia” no filme do espanhol Carlos Saura)

(3) “andres amarilla” (eu já gostei mais do trabalho dele. Mas, ainda assim, é uma referência em se tratando de Tango moderno)

(4) “DNI tango” ; “Pablo e Dana”, “Pablo Villaraza”, “Dana frígoli” (qualquer um desses termos vai levar você a um maravilhoso compêndio do tango evoluído para os tempos modernos. De longe, a melhor escola de tango que tive a oportunidade de conhecer)

(5) “Miguel Angel Zotto” (Gosto da técnica dele. Mas devo admitir que ele passa muita superioridade quando dança ou fala sobre dança. Mas pode ser apenas impessão minha)

(6) “Mundial de tango xxxx” (onde XXXX é o ano. Você com certeza vai achar, pelo menos os campeões de cada ano. Se você acrescentar “campenones” vai ficar mais simples e se você acrescentar “ecenário” e “salón” vai achar vídeos específicos de cada modalidade.

Em 2011, voltarei a dar aulas de tango, se assim a minha pós permitir (não escondo de ninguém que os estudos estão em primeiro plano pra mim, a dança está imediatamente depois).

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