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Archive for maio \25\+00:00 2011

Dia da Toalha / Dia do Orgulho Nerd / Dia Geek

É difícil dizer o que acontece neste mundo “Huxleiano”.

Antigamente, ser Nerd era motivo de chacota…Graças a Deus isso mudou.

Mas hoje virou uma espécie de “modinha”. Todo mundo que sabe mexer um pouco no Corel Draw se acha um “Nerd” do tipo “Designer”. Exportar como HTML, então, o transformaria automaticamente num “Nerd” do tipo “Web Designer”.

Ser “Nerd” parece ter se tornado uma auto-afirmação de capacidade. Uma tentativa de se sentir inteligente dominando um “terreno” que tá na moda, mas que na verdade, não domina. Algumas pessoas que NÃO SÃO Nerds (ou geeks, já que alguns ainda consideram Nerd uma palavra ofensiva), se fantasiam de Nerds para poderem sentir orgulho de si mesmos. Muitos deles detestavam Nerds no colégio, batiam neles, os ridicularizavam. Mas o mundo Nerd os acolhe como com um esquecimento mordaz. Tanto faz… não ligo a mínima pra isso. Sintam-se Nerds, mesmo sem ser.

Eu, um dia, soube programar… Um dia, eu fiz interface gráficas e banco de dados de um programinha de catologação de fitas de vídeo de uma locadora. Mas, na época, fazer interfaces gráficas era conhecer a tabela ASCII e o banco de dados era feito em DBase. Programar em Clipper, então, era mamão com açúcar… nunca dava erro de compilação e o executável funcionava numa boa em qualquer versão do DOS (porque, na época, eu nem sabia o que era Linux). Era divertido… mas nunca gostei de verdade. Ficar esperando carregar o sistema operacional a partir do Floopão, pra tirar o disquete do DOS e colocar o disquete do Clipper, esperar carregar, escrever as rotinas numeradas de 1000 em 1000….. e o pior IDENTAR o código. DEUS ME LIVRE. Quero não. Eu tinha 11 anos quando comecei a programar em Clipper e Basic; e 14 quando me formei na finada BYTE e DESISTI DE VEZ da computação. Não lembro mais nada… E NEM QUERO LEMBRAR… MUITO OBRIGADO!

Hoje, eu não sei programar. Não sei pra onde vai… não sei nada sobre designer gráfico e muito menos sobre web designing. Pelo menos não fico fingindo que sei. Fingir que sabe algo não é uma atitude Nerd.

Hoje, tem gente que aprendeu a usar um PHP pré-pronto e se acha O programador. Tem gente que altera um padrão pré Pronto de um Blog e acha que é Web Designer. TEM GENTE QUE SE FORMA EM FACULDADE pra fazer isso… faz mal-feito… e depois reclama que não ganha dinheiro.

Tem gente que nunca leu Senhor dos Anéis, ou O Hobbit ou qualquer outra obra de Tolkien… mas é Fã do cara…

Tem “Nerd” por aí que pinta as unhas de preto, pendura um pentagrama no pescoço. Aí esse mesmo “Nerd” briga com outro “Nerd” porque “Crônicas de Nárnia é melhor” e blé bé bé… Mas não sabem que J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis eram confrades, cristãos e amigos.

Há algo de errado neste mundo “Nerd” que vejo nos Shoppings. São “Nerds” que excluem desta “categoria” quem não usa óculos, quem gosta de esportes, e quem não é antissocial, quem não tem problemas em arrumar namoradas. Que tipo de “Nerd” é esse que aceita um esteriótipo que não-Nerds criaram e o vestem como se fosse a sua essência?

Esses são Nerds FAKE.

NÃO SINTA ORGULHO DE SER FAKE.

Não sou Web Designer

Não sou Programador

Nem batedor de código

Não sou “computeiro” de nenhum tipo.

Também não posso dizer que eu ainda seja um RPGista, visto que tem MUITO tempo que não mestro ou jogo nada, e raramente leio sobre esse tal “mundo do RPG” que tanto ouço falar.

Mas sinto-me Nerd. E tenho orgulho disso.

Feliz dia da Toalha

Feliz dia do Orgulho Nerd

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Oficina de Jazz (iniciante e intermediário) com Marcos Cerqueira em alagoinhas .

Marcos Cerqueira é, de longe o melhor profissional de dança de Feira de Santana. E os recalcados que se recalquem! Participei ontem e hoje de uma oficina de 6h (no total) de Jazz (iniciante e intermediário) em Alagoinhas – BA (na La Dance, promovido por Carol Vila Nova) que foi simplesmente maravilhoso (apesar de eu não ter conseguido acompanhar tudo – ficando velho…) Marcos demonstrou profissionalismo, competência e um amor incondicional à Dança que jamais vi em nenhum outro professor de Feira e região. O mais gratificante foram as várias horas de conversa depois das aulas.Quiçá se mais Marcos aparecessem por aqui…

A Dança e a picaretagem: História sem fim…

Definir dança é quase tão difícil quanto definir arte. Antigamente, eu responderia facilmente que dança é todo e qualquer movimento embalado por uma música. Mas há pouco tempo (uns dois meses) me convenceram que pode existir, sim, dança sem música, se entendemos música como a propagação de som pelo ar. De outro modo, surdos não seriam capazes de dançar. Cada dia mais me convenço de que toda discussão verdadeiramente importante passa (e demora passando) pela Filosofia.

Não vou adentrar essas discussões (embora me sejam saborosas). Como eu já disse em outros posts, a estética é um ramo da filosofia em que as discussões sempre viram um tabu na minha cabeça, e não consigo agir sem passionalidade. Prefiro discutir a tal da “picaretagem” na dança. Mas aí nascem trocentos outros problemas – alguns filosóficos, outros não.

Pra quem não sabe, eu sou graduado em Educação Física. Como tal, às vezes sou interpelado por um ou outro professor – ou pretenso professor – de Dança de Salão que me trata como se eu fosse uma espécie de inimigo mór dos professores de dança: “Você acha que por ser formado em Educação Física você teria capacidade para dar aula de dança?”. E eu respondo de imediato – com todaaquela sutileza que Deus me deu: “Você por acaso comeu bosta hoje? Acordou com o c* pelo avesso e resolveu soltar merda pela boca? No dia em que eu disser que professor de Ed. Física tem alguma preferência como professor de qualquer dança ou, qualquer luta, jogo fora meus poucos certificados e queimo meu Karate-Dogi”.

Depois de um tempo, fico sabendo que mutos professores de outros estados resolveram se formarm em Ed. Física em qualquer faculdade de esquina porque “tem MEDO do CREF bater lá na academia”. FAÇA-ME UMA GARAPA! Professores de dança e de lutas, procurem se informar amelhor ntes de sair “comendo H” de fiscal oportunista.

Apesar de formado em Ed. Física, eu não sou filiado ao sistema CONFEF/CREF e tenho cá minhas reservas quanto à legitimidade do sistema para gerenciar a profssão de Educação Física. Mas o motivo de eu não ter tal inscrição é porque não atuo na área meu dinheiro não nasce em árvore.

Na área escolar, a inscrição no CREF é desnecessária (e tomara que continue assim); mas fora dela, se você atua como PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA sem a carteirinha, pode ser processado por Exercício Ilegal da Profissão (delito previsto no artigo 47 da lei de contravenções penais, cuja competência é dos Juizados Especiais Criminais) .

Mas nada disso tem a ver com professores de dança ou de artes marciais. A NÃO SER QUE, caiam na besteira de dar a famosa certidão de dispensa das aulas de educação física escolar, que os alunos sempre pedem. Não se pode fazer isso sem ser (1) formado em Ed. Física e (2) inscrito no CREF/CONFEF.

Bailarina(o) sofre!!

Bailarina(o) sofre!!

Assim sendo, não entendo porque os profssionais de Dança tem se preocupado tanto com “credenciamentos” nesta ou naquela outra entidade de classe (seja de Educação Física ou de Dança). Acho legal, maneiro e até salutar existirem sindicatos, associações, conselhos, etc; mas manifestações artísticas e culturais não podem ser cerceadas por ninguém. Se um qualquer acordar decidido a virar professor de Dança de Salão, ele tem o direito (e eu sou INTEIRAMENTE A FAVOR desse direito, por mais imbecil que seja o sujeito em questão) de montar a escola dele e ensinar o que quiser. Afinal, como eu disse no início do tópico, quem é capaz de dizer o que é ou deixa de ser dança e/ou arte? Ninguém na terra tem esse poder (legitimamente ou legalmente falando). Se você quer pertencer a uma “classe profissional” que seja pelos motivos certos… e não por medo. Medo é coisa de gente covarde.

Dança é expressão cultural e atividade física ao mesmo tempo...

Dança é expressão cultural e atividade física ao mesmo tempo... e necessita de liberade pra existir.

Mas, se eu penso assim… de onde vem o termo “professor picareta” que eu tanto uso? Eu vivo chamando professores da universidade e da dança, de maneira geral, de “professores picaretas”. Porque eu faço isso?

A resposta encontra-se em outro ramo da filosofia que também me dá pesadelos, mas ainda assim eu me arrisco a colcar meu dedo (que em geral sai chamuscado): a ÉTICA. Mas também não vou perder tempo falando sobre o que é ser ético, aético ou antiético, porque já tem muita coisa boa escrita, em vários blogs, como, só pra citar um exemplo, o Distorted Mind (AQUI).

Há dois tipos de “Professor de Dança picareta”:

  1. O picareta ILEGAL
  2. O picareta INCOMPETENTE ou ILEGÍTIMO

O primeiro tipo de picareta, está ligado a um princípio moral; mais especificamente a uma determinada lei ou outra súmula igualmente válida juridicamente que o impeça de exercer aquela função. Um exemplo: a melhor professora de Ballet do mundo, se não for credenciada pela R.A.D. não pode dizer – publicamente – que “é do método Royal”, tampouco pode colocar as marcas daquela instituição na sua fachada ou em seus impressos. ISSO É CRIME. Apesar de não tipificar o exercício ilegal (que é uma contravenção e não dá cadeia, só “admoestação verbal” e multa), trata-se de estelionato (Art. 171 do CPB), e, no caso de utilização de marcas registradas em documentos públicos ou privados falsidade ideológica (Art. 299 do mesmo instrumento legal).

A Royal existe de verdade... não é só um nominho pra pôr no curriculum

A Royal existe de verdade... não é só um nominho pra pôr no curriculum

No entanto, ninguém pode obrigar um professor de dança a ser formado em Educação Física, Fisioterapia e NEM MESMO EM DANÇA. Esse tipo de cobrança não tem previsão legal… e, sinceramente, nem pode ser previsto legalmente, porque fere algo que considero ESSENCIAL a qualquer prática artística: LIBERDADE IRRESTRITA. Liberade pra fazer coisas lindas ou horríveis. Liberdade para ser ético ou antiético. Na minha opinião (conceito cartesiano) a essência da arte é a liberdarde; e sem ela, a arte passa a ser meramente aplicação de técnica, como a construção de um curral (analogia proposital).

[Pelo contrário, há uma luta constante pela de proteção legal contra a lei 9696/98 que regulamenta a profissão de Educação Física, como o PL Estadual (RJ)  N° 7.370, DE 2002, popularmente chamada de “Lei Fleury”. Na minha opinião (conceito cartesiano) um projeto de lei mal feito, nitidamente calcado em uma defesa passional da Yoga. Mas concordo com o teor mais geral da Lei, pela qual atividades artísticas e de manifestações culturais não são da alçada do sistema CONFEF/CREF. Mas, bem… este não é um post sobre o sistema CONFEF/CREF (embora seja uma boa idéia fazer um post sobre isso), então voltemos ao assunto]

Já o segundo tipo de picareta, é assunto ético: É aquele professor que nunca fez uma aula de dança na vida e coloca uma faixa enorme na frente da casa dele dizendo que dá aula de: Ballet, Jazz, Street, Sapateado, Zouk, Bolero, Samba “no pé”,  Samba de Gafieira, Tango argentino, Tango NueBo e Swing Baiano. Não há (e nem deve haver)  impedimento legal para esta prática. Mas trata-se de uma prática antiética, porque o sujeito em questão não tem a competência necessária para tal ato. A falta de competência para a prática artística, entretanto, é um aspecto subjetivo, impassível de fiscalização e/ou punição. Qualquer tentativa de fazer isso descamba no mais absoluto ato arbitrário sem fundamentação alguma.

Se, entretanto, além disso tudo o dito cujo (que deveria ser de cujus) coloca “método Royal” na faixa ou sai dizendo a todo mundo que fez curso na Academia Argengina de Tango ou na DNI-Tango, além de um picareta incompetente (ou ilegítimo) ele será um picareta ILEGAL, porque estará cometendo o crime de Estelionato (como descrevi lá em cima). A esse tipo peculiar de picareta, chamo de PICARETA TOTAL (risos contidos)

As Danças de Salão estão cheias do tipo ILEGÍTIMO (ou incompetente) de picareta, tanto nas capitais quanto nos interiores de todos os estados. É uma espécie esquisita de “regra da exceção”. Sabe… eu não sou nenhum especialista em análise antropológica, mas percebo que os amantes da Salsa e do Tango, no Brasil, tem se isolado cada vez mais dos praticantes de “Dança de Salão”  (que eu gosto muito de chamar de “Dança de Salão Carioca”), hábito que já é comum em outros países. Enxergo isso com “bons olhos”; acredito que isso significa que essas pessoas estão interessadas em aprofundar-se em conceitos mais apurados teóricos e técnicos de um determinado ritmo.

Já o Ballet, por outro lado, tem uma tendência ao primeiro tipo de picaretagem, principalmente no interior dos estados. Na tentativa de parecer “respeitável” as professoras de Ballet do interior da Bahia tendem a “enfeitar” seu currículum com um “possui certificados de dança da R.A.D. United Kingdom” e a sua escola como “representante do método Royal de ensino”, mas esquece de dizer que não tem nem mesmo o “Intermediate”, quanto mais o antigo T.C. e atual C.B.T.S. (certificados de Professor da Royal Academy of Dance). Sem esse certificado, utilizar o “método Royal” como propaganda é crime de estelionato (já expliquei isso lá em cima). Mas como a filial da Royal do Brasil não fiscaliza nada (pelo menos aqui na Bahia), fica por isso mesmo.

Quando a picaretagem atinge outros métodos menos divulgados, como o vaganova ou o cubano, então, a coisa vira uma festa total.

Haaaa… como eu sonho com uma dança menos picareta e, ao mesmo tempo, menos elitizada para o Brasil… será que é pedir muito?

May The 4th Be With You

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Você usa tecnologia para ensinar? – Do you use technology to teach?

Achei esse vídeo no The Distorted Mind e ahei muito bom! Professores de dança, idiomas, literatura, matemática, filosofia, teologia, ou seja lá o que você ensina: aprendam de vez que tecnologia não é o inimigo… o inimigo é você mesmo.