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Archive for novembro \25\+00:00 2011

Síndrome do Rei Sol

novembro 25, 2011 1 comentário

Um dos melhores textos que meu amor já escreveu!!!!

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Sobre Tangos e Filmes

Por: Duda Vila Nova

Há algo que me agrada e algo que me incomoda quando as pessoas resolvem dançar depois de assistirem à sucessos de bilheteria como “dança comigo”(Richard Geare e Jenifer Lopez), “vem dançar” (Antonio Banderas) – poderia citar vários outros, mas vou me ater a eses dois, porque quero falar especificamente do Tango.

O que me agrada é a questão do interesse despertado, em si. Aquele desejo de aprender e, sobretudo, a alegira por se sentir capaz de dançar, simplesmente por ter saído de uma sala de cinema em que foram contadas histórias comoventes cuja dança foi o gatilho das transformações e dos fatos.

O RESTO DO POST VC PODE LER EM:
http://www.clubedetango.com

 

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Encontro de Juízes baianos será na Costa do Sauípe

O III Encontro de Magistrados da Bahia será realizado de 8 a 10 de dezembro no Hotel Sauípe Park, no Complexo Costa do Sauípe, no litoral Norte do Estado.

Fonte:  http://www.tjba.jus.br/

Outro dia eu tive um sonho que tinha um encontro de digitadores do TJ- BA em Cabuçú…

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Sobre desejos e deveres

 

Sobre desejos e deveres

O mais valioso ensinamento que minha mãe me passou é o de que não temos [ou fazemos], nessa vida, tudo o que  temos vontade. Há de se ler com cuidado essa frase, porque ela se enrosca nos contextos e se torce frente à  entonação ou estilo de escrita só para não se mostrar como ela é. Não é uma instrução direta, uma ordem, um conselho, nem mesmo um “aforismo” confuciano. É, simplesmente um fato [como se houvera simplicidade nos fatos]. Não significa que não podemos fazer tudo que temos vontade; e tampouco que não devamos. Nós, simplesmente, não fazemos. Nossa vontade é limitada por diversos “freios” que moldam nosso livre arbítrio à determinadas regras sociais, ou à  intuições éticas.

Muitas frases-feitas serpenteiam na mente quando a pergunta tema [A justiça que quero é a justiça que faço?] se apresenta. A sabedoria popular mimetiza com maestria vários séculos de estudos filosóficos sobre questões ética.  Arrisco-me ao dizer: com muito mais simplicidade e eficácia do que os manuais jurídicos que, empoeirados,  encontram regaço nas prateleiras de nossos doutos bacharéis. Dentre tantos ditados populares que me assistem o  pensamento, aqueles que remetem à lei de Talião são as que mais parecem se adequar ao tema da justiça: “quem com  ferro fere, com ferro será ferido”, “olho por olho, dente por dente”, “amor com amor se paga”, “não faça ao outro o que você não espera que seja feito a você”, “aqui se faz, aqui se paga”. Frases que, dispensando um estudo histórico mais apurado, tratam, mais especificamente, da seguinte questão: o exigir de si o que se exige do próximo. Mas, assaz natureza humana, como num esboço de epicurismo descompreendido, nosso primeiro intuito sempre é o de buscar o prazer imediato, não importando se isso trará desprazer de outrem. Quando nos movemos sobre o mundo em busca de tudo que se quer, sem importar, entretanto, se a realização desse desejo acarretará em dessabores de outros, estamos agindo abaixo do pensamento crítico, num estranho paradoxo: conscientemente, agindo como se por instinto, num estado de hypo crisis.

Em suma: quado aquele comportamento ético primeiro [o de exigir de si aquilo que se espera do próximo] deixa ser um comportamento, e passa ser meramente um rótulo, camuflagem para ações egoístas de busca pelo proveito próprio, estamos, então, sendo, hipócritas. Acredito que o comportamento hipócrita tem se tornado o modelo padrão da sociedade moderna. Por que Esperamos um comportamento ético [a tão aclamada conduta ilibada] do outro, mas longe dos olhos vigilantes da sociedade, buscamos nosso prazer imediato, nossa vantagem desmerecida, sempre oculta do outro [do qual esperamos a conduta oposta]?

A resposta pode estar escondida no final do primeiro parágrafo: não fazemos tudo quando nossa vontade nos apetece, unicamente pela existência de certos freios. O que nos leva a não arrebatar o celular barulhento das mãos do outro e jogá-lo pela janela do ônibus é o medo da punição criminal; similarmente o que impede a discussão desenfreada com um professor taciturno, é medo na punição acadêmica. Falta à maioria dos homens [e, por uma questão de gênero, às mulheres] a noção de que o comportamento ético de exigir de si o que se espera do outro abrange atos maiores e menores: Apesar das conseqüências obviamente distintas [assim como suas punições], o ato de prevaricar, roubar, assassinar é TÃO antiético quanto o de jogar um papel de bala na rua ou furar uma fila de supermercado, pois são lastreadas pelo comportamento hipócrita.

Indo ainda mais longe: você pode alegar legítima defesa ao matar uma pessoa. O que você pode alegar quando fura a fila do cartório?

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