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Archive for maio \29\+00:00 2019

PIADA RUIM

Eu não sou comediante (acho), mas eu escrevo coisas que acredito serem engraçadas. E eu evito escrever piadas ruins.

Uma piada, para mim, não é ruim só quando ela “não tem graça” logo de cara, mas também quando ela faz rir baseado em esteriótipos distorcidos, argumentos inválidos, e preconceitos de todo tipo. E quando a gente percebe que uma piada é ruim, ela perde a graça; porque o elemento que faz a piada ter sentido (e ser engraçada) passa a lhe causar sentimentos outros que superam a “graça” que por ventura existam no texto (e toda piada é um texto).

Eu já fiz piada ruim. E já ri delas. E demorou para eu entender que eram piadas ruins e me livrar delas.

Estou longe demais de uma versão estoica de mim. Não é isso.

Apenas não acho mais graça de coisas que, em essência, não são engraçadas, porque a minha interpretação de texto vem evoluindo com o tempo e, obviamente, com leituras.

Exemplos de “plots” de piadas que, pra mim, são essencialmente sem graça: (1) de loiras sendo burras; (2) de Judeus e Turcos sendo avarentos, oportunistas ou tendo aversão a filas e chuveiros; (3) de negros sendo burros, oportunistas ou preguiçoso; (4) baiano preguiçoso; (5) índio preguiçoso; (6) português burro; (7) generalizações de comportamentos religiosos.

Esses são os que lembro agora…. com certeza devem ter dezenas de outras piadas com “plot” ruim.

Não me contem essas piadas. Não me mande. Não me marque nelas. E, sobretudo, NÃO PEÇA que eu emita opinião sobre algo que deseja ser engraçado em um dos “plots” acima.

Além de não rir, não serei gentil ao emitir minha opinião (ou provavelmente nem emitirei opinião justamente para não ser excessivamente grosso, afinal, tenho me esforçado para ser uma pessoa melhor)

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Um livro com mais páginas

Minha esposa e eu temos o costume de dar livros pra Lucas deesde que ele nasceu. Existem livros para TODAS as idades.

Ele ainda não lê… está naquele processo de reconhecer algumas palavras. Ainda temos que ler para ele, mas ele decora alguns trechos com as palavras exatas e às vezes repete para nós, fingindo que está lendo. Eu sei que ele não está realmente lendo, e sim fingindo.

Ainda assim dá aquela sensação de dever cumprido.

Ontem, antes de dormir, ele veio correndo e disse:

– Papai! Eu quero um livro com mais páginas!
– É? Quando você fizer cinco anos vou te dar um livro com mais páginas tá?
– E quando eu fizer seis anos quero um livro com mais páginas ainda!

Alguém me traga um babador!

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